Suscetibilidade de populações de Aedes aegypti do Distrito Federal aos inseticidas
Na avaliação de substâncias comerciais e da biodiversidade, que apresentaram atividade inseticida em Aedes aegypti linhagem Rockefeller, o conhecimento prévio do perfil de suscetibilidade das populações de mosquito do campo aos inseticidas convencionais é fundamental. Isto porque as linhagens resistentes podem apresentar mecanismos de detoxificação que lhes conferem proteção aos inseticidas convencionais. Estes mesmos mecanismos, eventualmente, poderão interferir na atividade de outras substâncias exógenas como, por exemplo, as substâncias promissoras pesquisadas pelo Projeto ArboControl. Diante disto, três populações de mosquitos das Regiões Administrativas do DF (Brazlândia, Guará e Sobradinho), com histórico de alta incidência de dengue, foram avaliadas por meio de ensaios com larvicidas e adulticidas para a determinação do nível de resistência aos inseticidas. Ensaios com dose-resposta para os larvicidas e dose-diagnóstica para os adulticidas em garrafas impregnadas foram executados. Também foram realizadas a análise do efeito residual do Sumilarv® 0,5 G (piriproxifeno) em ensaio semi-campo.

Suscetibilidade de larvas das linhagens de campo do DF a temefós e piriproxifeno
RESULTADOS:
As populações de mosquito Aedes aegypti são:
· Suscetíveis ao piriproxifeno
· Resistentes ao temefós:
Sobradinho = resistência moderada
Brazlândia e Guará = resistência alta
· A linhagem do Guará demonstrou resistência à malationa
· A linhagem de Brazlândia apresentou suscetibilidade alterada a deltametrina
· A formulação comercial do piriproxifeno apresentou efeito residual sobre as larvas com eficácia de 100% de inibição da emergência até 30 dias após o tratamento.
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